BP24 - InterPLAST

26 DESCARBONIZAÇÃO de equipamentos e otimização dos processos produtivos. No âmbito do SITCE, estão previstas várias iniciativas que podem beneficiar diretamente o setor dos plásticos: 1. Eficiência Energética e Redução de Emissões • Apoio a projetos de eficiência energética que reduzam em pelo menos 30% as emissões de GEE, através da modernização de equipamentos industriais. • Instalação de tecnologias digitais e inteligentes para monitorizar e otimizar consumos energéticos. 2.Investimento Produtivo Verde • Desenvolvimento de novos produtos e processos de baixo carbono, promovendo a incorporação de novas matérias-primas e materiais reciclados. • Financiamento para novos equipamentos e tecnologias inovadoras, permitindo uma maior eficiência na produção. • Apoio à formação de recursos humanos para capacitação em processos industriais sustentáveis. Atualmente, as empresas podem beneficiar do ‘Registo de Pedido de Auxílio’ para antecipar os seus projetos de descarbonização. Este pré-registo permite que as empresas iniciem os seus investimentos antes da abertura oficial do aviso, garantindo que os gastos realizados sejam elegíveis para reembolso após a aprovação da candidatura. Desta forma, as empresas podem avançar com os seus projetos sem atrasos, sabendo que terão prioridade na análise das candidaturas subsequentes. Para a indústria de plásticos, este mecanismo é particularmente vantajoso, pois permite a implementação célere de tecnologias de baixo carbono e a otimização dos processos produtivos, alinhando-se com as metas de sustentabilidade e eficiência energética. DIVERSIFICAÇÃO DA PRODUÇÃO DE ENERGIA: MENOS DEPENDÊNCIA DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS A produção e consumo de energia são um dos principais desafios da indústria transformadora. O SITCE permite que as empresas adotem fontes de energia renováveis e reduzam a dependência de combustíveis fósseis através de: • Instalação de painéis solares, turbinas eólicas ou sistemas de biomassa para autoconsumo. • Armazenamento de energia renovável para garantir a estabilidade do fornecimento energético. • Adaptação de equipamentos para uso de energia renovável em substituição de combustíveis fósseis. No setor dos plásticos, isto pode significar máquinas de injeção mais eficientes ou extrusoras alimentadas por energia solar. ECONOMIA CIRCULAR E NOVAS OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA A transição para modelos de economia circular é um dos pilares do SITCE. Para a indústria de plásticos, este incentivo pode apoiar: • Otimização do consumo de matérias-primas através da utilização de resíduos reciclados na produção. • Eco-design: Desenvolvimento de produtos mais sustentáveis e embalagens ecológicas. • Reaproveitamento de subprodutos industriais para reduzir desperdícios. • Implementação de novos modelos de negócios circulares, como o ‘product-as-a-service’ ou logística reversa. Apostar na economia circular não só reduz custos e desperdícios, como também melhora a competitividade das empresas no mercado global. BENEFICIÁRIOS As grandes empresas podem beneficiar deste incentivo nas seguintes tipologias: Eficiência Energética e Descarbonização; Investimento Produtivo Verde; Diversificação da Produção de Energia Renovável. As associações empresariais, Câmaras de Comércio e agências regionais de promoção turística podem ser beneficiárias na Qualificação Verde das PME, desde que em parceria com PME. É relevante destacar que as candidaturas em co-promoção (parcerias entre empresas ou com entidades do sistema científico e tecnológico) são incentivadas e podem beneficiar de majorações nos apoios.

RkJQdWJsaXNoZXIy Njg1MjYx