BP24 - InterPLAST

5 Biesterfeld e Celanese reforçam parceria em 2025 A Biesterfeld e o fabricante de plásticos técnicos Celanese alargaram a sua parceria estratégica. No âmbito do acordo estabelecido em janeiro de 2025, serão incluídas novas famílias de produtos no portefólio conjunto, consolidando assim a oferta na região EMEA, incluindo as Ilhas Britânicas e os países nórdicos. Entre as novas adições estão as famílias de produtos LCP Vectra e Zenite, polímeros termotrópicos altamente cristalinos e retardantes de chama, com elevada estabilidade dimensional e resistência a altas temperaturas, o que os torna ideais para peças de paredes finas. A Biesterfeld irá também acrescentar à sua carteira os plásticos TPS Sofprene e Laprene, que combinam as propriedades dos elastómeros com a processabilidade dos termoplásticos. Além disso, os direitos de distribuição dos plásticos Santoprene TPV e Hytrel TPC serão alargados, o que permitirá oferecer uma gama mais abrangente de elastómeros termoplásticos. No segmento PET, para além da família de produtos Rynite, a Biesterfeld distribuirá materiais Impet. A família GUR, constituída por polietilenos de peso molecular ultra-elevado (UHMW-PE), reconhecidos pela resistência à abrasão, ao impacto, pelas propriedades auto-lubrificantes e pelo comportamento mecânico em condições extremas, será também acrescentada à gama. A extensão inclui ainda as famílias de produtos LFT Celstran e Compel, termoplásticos reforçados com fibras longas que se destacam pela rigidez e resistência, caraterísticas que os tornam ideais para a substituição de componentes metálicos em aplicações exigentes. Os polímeros de cristais líquidos (LCP) como o Vectra e o Zenite oferecem elevada precisão e estabilidade dimensional no fabrico de peças de paredes finas potencialmente sujeitas a altas temperaturas. EDITORIAL Quem acompanhou a indústria de plásticos nacional nos últimos 25 anos lembra-se certamente do tempo em que os centros de investigação eram vistos como uma espécie de nave espacial, onde se testavam processos e materiais que dificilmente iriam ver a luz do dia. Não era bem assim na altura e, certamente, não é assim agora. Nos últimos anos, muito graças aos incentivos europeus, a indústria percebeu que pode trabalhar em conjunto com estas estruturas para tirar partido do que de melhor elas têm para oferecer: conhecimento, tecnologia e tempo. Tempo para investigar, testar, errar, voltar a testar, até conseguirem entregar uma solução que, de facto, responda às necessidades do projeto. A comemorar um quarto de século, o PIEP é um bom exemplo desta extraordinária evolução. Em entrevista à InterPlast, Cláudia Cristóvão, diretora-geral da instituição, refere mais de 350 projetos realizados ao longo deste período, 30 dos quais ainda em curso na área dos polímeros sustentáveis. Numa altura em que todos procuram novos materiais para responder às cada vez mais apertadas exigências ambientais, poder contar com esta ajuda é uma grande mais-valia. Leia mais na página 20. Nesta revista, fique a saber também como está o mercado da injeção de plásticos em Portugal, com base na opinião dos participantes do estudo de mercado de máquinas de injeção, uma iniciativa da InterPlast que já vai na quarta edição. Spoiler alert: a indústria automóvel continua a dar-nos dores de cabeça, mas há setores que mantêm algum dinamismo. E dinamismo é também do que vamos precisar para acorrer a tantos eventos relacionados com o setor este ano. De participação obrigatória, a segunda edição do Plastics Summit – Global Event promete ser ainda mais interessante e reunir em Lisboa, a 6 de outubro, mais de 2000 participantes de todo o mundo. No que respeita a feiras e exposições, além da EMAF que, apesar de não ser uma feira de plásticos, é suficientemente abrangente para interessar à maioria dos industriais, temos também a incontornável K 2025 e a Moldplas, em outubro e novembro, respetivamente. Isto para mencionar apenas as mais importantes. A propósito, antecipamos um dos temas chave da edição deste ano da K: a digitalização. Diz quem sabe que se trata de um processo irreversível e que urge implementar, sob risco de perdermos ainda mais competitividade. Os organizadores da principal feira de plásticos e borracha asseguram que, em Düsseldorf, os visitantes terão acesso a muita informação sobre o tema. Finalmente, mas não menos importante, dedicamos um caderno inteiro à impressão 3D, começando com uma novidade: a entrada da Periplast neste mercado. Em entrevista, Daniel Sousa, diretor-geral da empresa, conta-nos como nasceu esta área de negócio. Uma história para ler na página 46. Boas leituras! Centros de I&D: porta aberta para a sustentabilidade

RkJQdWJsaXNoZXIy Njg1MjYx