BP24 - InterPLAST

IMPRESSÃO 3D 55 nalização e bem-estar, comprovando a viabilidade desta abordagem inovadora (Sakib-Uz-Zaman & Khondoker, 2023; Zakręcki et al., 2024). Neste enquadramento, o presente estudo propõe-se a investigar a aplicação do FA na produção de próteses acessíveis e personalizadas, avaliando-se a sua eficácia e benefícios nesta área da saúde. TECNOLOGIAS E MATERIAIS Nas aplicações biomédicas, a tecnologia mais frequente e amplamente utilizada é a fabricação por filamento fundido (FFF) (Figura 1). A sua relação custo-eficácia, versatilidade e facilidade de operação torna-a uma excelente escolha para o fabrico de protótipos, podendo, nalguns casos, ser utilizada para produção de peças finais. O processo de produção passa por aquecer um filamento de polímero ou compósito através de uma câmara de aquecimento que termina num bocal. A partir deste, o material fundido é depositado, camada sobre camada, na plataforma de construção. De seguida, o material arrefece, formando a estrutura desejada. Os materiais mais utilizados são os polímeros termoplásticos, como o acrilonitrilo butadieno estireno (ABS) e o ácido polilático (PLA). O poliuretano termoplástico (TPU) é um material flexível que também pode ser extrudido, pelo que é adequado para o FFF (D’Orey Leal et al., 2023). Para alguns projetos, incluído este, o TPU é utilizado para imprimir dedos e/ou articulações interfalângicas. Por outro lado, atualmente, no mercado ortopédico, têm vindo a ser implementadas algumas soluções que utilizam o FA através da tecnologia da HP Multi Jet Fusion (MJF) (Figura 2). Este processo consiste no aquecimento uniforme de um leito de pó, camada a camada, sendo aplicados dois agentes que apoiam o processo de impressão. O primeiro, com propriedades que multiplicam a absorção térmica, é distribuído nas áreas da peça. O segundo agente é aplicado nos contornos exteriores das peças para facilitar a separação do pó não fundido. Para o desenvolvimento destes dispositivos, incluindo o caso de estudo, o material mais comum é a poliamida PA12, devido à sua elevada resistência mecânica, térmica e à fadiga. Quanto ao fator estético, as Figura 1. Tecnologia de FFF utilizada neste estudo. peças podem ser polidas, tingidas, lacadas, pintadas a pó ou coladas (Zakręcki et al., 2024). Este processo também está a ser utilizado na criação de próteses mecânicas personalizadas. Estes dispositivos são desenvolvidos com base no conceito de ‘Design para o Fabrico Aditivo’ (DfAM) que pode permitir um melhor desempenho e resolução de desafios técnicos. Entre as principais vantaFigura 2. Tecnologia MJF utilizada neste estudo. Figura 3. Sistema de próteses a partir do membro correspondente. Adaptado de (LimbForge, 2020).

RkJQdWJsaXNoZXIy Njg1MjYx