BP29 - InterPLAST

56 REFRIGERAÇÃO Num setor onde segundos podem determinar a rentabilidade de uma linha de produção, os sistemas de refrigeração deixaram há muito de ser apenas equipamentos auxiliares. Na transformação de plásticos, o controlo térmico tornou-se um elemento crítico para garantir estabilidade dimensional, repetibilidade do processo, qualidade superficial e eficiência energética. Luísa Santos Refrigeração industrial ganha novo peso na transformação de plásticos Injeção, extrusão, sopro, termoformagem ou processamento de PET dependem diretamente da capacidade de remover calor de forma rápida, estável e controlada. À medida que aumentam as exigências de produtividade e sustentabilidade, os sistemas de refrigeração evoluem para soluções mais inteligentes, energeticamente eficientes e adaptadas às novas condições industriais. A tendência é particularmente visível numa altura em que os transformadores enfrentam simultaneamente custos energéticos elevados, maior pressão ambiental e requisitos de qualidade cada vez mais exigentes. O PAPEL DA REFRIGERAÇÃO NA QUALIDADE DO PRODUTO O arrefecimento é uma das fases mais críticas do processamento de plásticos. Após conformação, o polímero necessita de estabilizar termicamente para garantir propriedades mecânicas, tolerâncias dimensionais e acabamento superficial adequados. Segundo a Atlas Copco, uma refrigeração inadequada pode provocar deformações, tensões internas, retrações irregulares, marcas superficiais e defeitos dimensionais. Em aplicações técnicas — como embalagem alimentar, componentes médicos ou peças automóveis — pequenas variações térmicas podem traduzir-se em rejeições de produção e perdas significativas. Nos processos de injeção, o controlo preciso da temperatura do molde influencia diretamente os tempos de ciclo e a repetibilidade das peças. Já na extrusão e termoformagem, a estabilidade térmica é essencial para preservar espessuras, transparência e desempenho mecânico. Além da qualidade, a refrigeração condiciona também a produtividade. Ciclos mais curtos significam maior ‘throughput’, menor consumo energético por peça produzida e melhor utilização da capacidade instalada. Uma refrigeração inadequada pode provocar deformações, tensões internas, retrações irregulares, marcas superficiais e defeitos dimensionais.

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