BP30 - InterPLAST

AUTOMÓVEL | OPINIÃO 38 Plásticos sob alta tensão: os novos desafios da mobilidade elétrica Na mobilidade elétrica, uma peça de plástico pode ter de isolar milhares de volts, proteger componentes eletrónicos, resistir a temperaturas elevadas e, simultaneamente, integrar várias funções num único componente. Esta transformação está a elevar rapidamente a fasquia para os materiais, os moldes e os processos de injeção. Para a indústria de plásticos, a eletrificação representa uma mudança profunda naquilo que se espera de uma peça e na forma como ela é produzida. Andre Ortner, head of product marketing, trade fairs & events, Engel Austria GmbH Os componentes destinados a aplicações de alta tensão têm de assegurar um elevado nível de isolamento elétrico, distâncias de fuga e de isolamento adequadas e resistência a temperaturas elevadas, envelhecimento e agentes químicos. A retardância à chama, a estabilidade dimensional, a repetibilidade do processo e a documentação da qualidade assumem também uma importância crescente. Ao mesmo tempo, os componentes eletrónicos estão a ser cada vez mais integrados diretamente nas peças plásticas. Contactos, sensores, estruturas condutoras e outros elementos podem ser incorporados durante a moldação, aumentando a relevância de processos como a moldação por injeção com insertos e a moldação de múltiplos componentes. O processamento de plásticos de engenharia de elevado desempenho ganha igualmente importância. A integração destes elementos exige um elevado controlo do processo. Os componentes eletrónicos têm de ser posicionados com precisão e encapsulados sem sofrer danos. Dependendo da aplicação, é ainda necessário garantir uma vedação permanente. A produção deve assegurar condições estáveis e reproduzíveis, bem como mecanismos eficazes de inspeção e controlo da qualidade. As próprias peças estão a mudar. Sistemas de baterias, infraestruturas de carregamento e grandes componentes estruturais estão a exigir áreas de moldação e pesos de injeção maiores. Ao mesmo tempo, existe uma pressão constante para reduzir o peso e o consumo de material. A resposta passa, em muitos casos, pela integração de várias funções numa única peça, reduzindo o número de componentes, as operações de montagem e os custos associados. Esta evolução aumenta a importância da automação e do controlo preciso dos parâmetros de produção. A célula de fabrico tende a integrar um número crescente de operações: alimentação e posicionamento de insertos, moldação, extração, inspeção e controlo da qualidade. Para o transformador, a eficiência deixa de depender apenas do desempenho da máquina de injeção e passa a resultar da coordenação de todo o processo. Na Engel, procuramos responder a estas necessidades através de soluções adaptadas às características de cada aplicação, recorrendo aos porte-

RkJQdWJsaXNoZXIy Njg1MjYx