I&D+I 61 à integração do painel fotovoltaico flexível e uma face interior destinada à fixação à fachada e à integração dos componentes elétricos. A face exterior inclui superfícies planas contínuas que asseguram a colagem eficaz do painel e contribuem para a estabilidade estrutural, bem como canais de ventilação que promovem a circulação de ar e favorecem o arrefecimento das células. Esta abordagem permite melhorar o desempenho térmico e a durabilidade do sistema em condições reais de operação. Na face interior, foram integrados suportes para encaminhamento de cabos e para a fixação do microinversor, garantindo uma instalação organizada, segura e protegida durante o transporte e utilização. O sistema de fixação à fachada baseia-se num mecanismo de encaixe por pressão em perfil de alumínio, eliminando a necessidade de parafusos ou colas e permitindo uma montagem rápida e reversível. Todos os encaixes foram desenhados para extração direta do molde, sem movimentos laterais, assegurando compatibilidade com processos de moldação por injeção eficientes e economicamente competitivos. Material O material polimérico utilizado foi selecionado com base nos requisitos essenciais do produto: • propriedades mecânicas, para resistir aos esforços a que estará sujeito em utilização; • resistência UV, crucial para garantir longevidade em ambientes exteriores; • resistência à chama, cumprindo critérios de prevenção de risco elétrico e incêndio; • gama de temperaturas de serviço alargada, para suportar as variações térmicas do ambiente no qual poderá estar inserido; • baixa densidade, contribuindo para garantir a leveza do sistema; • baixo coeficiente de expansão térmica linear; • processabilidade por moldação por injeção. Validação estrutural O conceito desenvolvido foi avaliado por simulação numérica para solicitações de pressão e sucção do vento, conforme ilustrado na Figura 1, considerando todos os elementos do sistema, nomeadamente dois módulos do suporte polimérico, o painel fotovoltaico flexível e o microinversor. O modelo de simulação adotado foi desenvolvido em conformidade com os critérios do Eurocódigo aplicáveis a este tipo de análise. Os resultados numéricos demonstraram que, tanto para pressão, como sucção do vento, o conceito desenvolvido apresenta um comportamento estrutural adequado, não comprometendo a sua integridade nem a utilização prevista. Adicionalmente, avaliou-se a resposta do suporte à queda de gelo (Figura 2), tendo sido desenvolvido um modelo de simulação de acordo com a IEC 61215. Com base nessa norma, foi adicionada ao modelo a representação de uma esfera, simulando uma pedra de granizo. A esfera foi posicionada de modo a impactar uma das extremidades do suporte, considerada representativa das zonas potencialmente sujeitas a este tipo de solicitação. Através da análise de resultados desta simulação verificou-se que a tensão máxima induzida pelo impacto do gelo permanece abaixo da tensão de cedência do material. Esta tensão máxima é apenas observada na superfície do suporte onde existe o impacto do gelo, pelo que não se espera que seja promovido um enfraquecimento considerável da estrutura (Figura 3). Figura 1 - Modelos de simulação de a) pressão e b) sucção do vento. Figura 2 - Modelo de simulação de impacto de gelo.
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