A empresa conta com mais de sessenta anos de experiência no setor

Folhadela Rebelo: novas instalações refletem aposta em pós-venda, periféricos e retroffiting

Redação09/09/2019

A Folhadela Rebelo é uma das mais antigas e consolidadas empresas de representações de equipamentos para a transformação de plásticos. A recente mudança de instalações, motivada pela aposta na assistência pós-venda, nos periféricos e no mercado do recondicionamento de equipamentos, levou-nos à conversa com dois dos responsáveis pela empresa, que nos falaram também das atuais preocupações do setor.

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As novas instalações da Folhadela Rebelo, com 1.000 m2 de área útil.

No passado mês de maio, a Folhadela Rebelo mudou as suas instalações para um espaço de 1.000 m2, na zona do aeroporto do Porto. Esta foi a solução encontrada pela empresa para, por um lado, aumentar a capacidade de armazenamento e, por outro, dar resposta à crescente procura por parte do mercado de periféricos, bem como de equipamentos recondicionados. “Durante muitos anos, as empresas investiram bastante em equipamentos novos que, neste momento, precisam de ser retomados e recuperados. Para podermos receber, recuperar ou desmantelar esses equipamentos, precisamos de espaço”, disse Manuel Folhadela, sócio gerente da empresa. “Trata-se de um serviço cada vez mais importante para o cliente que, assim, consegue um equipamento revisto, em perfeitas condições de funcionamento, ao invés de ter de adquirir um novo", acrescentou.

A grande área útil das novas instalações significa, por outro lado, mais espaço de armazenamento para os periféricos que a empresa também comercializa, nomeadamente, equipamentos de controlo de temperatura de água e de óleo, refrigeradores e tapetes transportadores.

Afinal, como está o mercado das máquinas de transformação de plásticos em Portugal?

Durante a conferência de imprensa de antevisão da feira K 2019, que irá decorrer em Düsseldorf, de 16 a 23 de outubro, Ulrich Reifenhauser, CSO do Grupo Reifenhauser, referiu que a indústria alemã de máquinas de transformação de plásticos e borrachas deverá sofrer, este ano, uma diminuição de cerca de 10% na sua faturação. Como vêm os vendedores de máquinas esta afirmação? Segundo Rui Folhadela, no que diz respeito ao mercado nacional, vive-se uma situação que tende para a estabilidade: “Nos últimos anos, vários setores investiram em máquinas de injeção, acabando por se tornar concorrentes dos próprios clientes, e, nesta área, creio que nos próximos tempos vamos assistir a um reajustamento do mercado. Já no que diz respeito aos transformadores, temos visto muitas fábricas que realizarem grandes investimentos em modernização, apostando em máquinas energeticamente eficientes, em robótica colaborativa, etc., reduzindo assim os custos fixos, fator essencial para fazer face a uma possível redução de encomendas”, referiu.

Por outro lado, a tendência é para uma diminuição no número de anos de atividade dos equipamentos. “Antigamente era normal uma máquina durar 30 anos. Hoje em dia já não se justifica, porque a evolução tecnológica é muito rápida. O próprio cliente já prefere mudar com mais frequência, para aproveitar as novas valências, recorrendo, por exemplo a melhoramentos (upgrades) em equipamentos pré-existentes", disse Rui Folhadela, acrescentando que esta é a principal razão para a aposta da empresa neste serviço. Salienta, no entanto, que apenas retomam de equipamentos das marcas que vendem.

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Durante a K 2019, a representada KraussMaffei irá demonstrar ao vivo um processo de economia circular.

Representadas apostam na economia circular

A K 2019 definiu como tema central a ‘economia circular’. As principais marcas já anunciaram que vão focar a sua presença na feira neste tema e preparam novidades que pretendem dar resposta ao desafio da reciclagem do plástico. É o caso das representadas da Folhadela Rebelo. A KraussMaffei vai, inclusive, mostrar ao vivo um processo de produção e recuperação de material em círculo fechado.

Na opinião de Manuel Folhadela, este é o caminho a seguir: “É necessário passar a informação para o público de que não há material mais amigo do ambiente do que o plástico, desde que seja recuperado. É tudo uma questão de civismo e de se perceber quais são, de facto, os custos, nomeadamente em água, associados à recuperação de cada material. As pessoas não têm noção dos litros de água potável necessários para fazer e reciclar uma embalagem de papel, principalmente se for colorida e ainda mais se tiver uma camada barreira ou uma janela de plástico. Outro exemplo é o da embalagem de vidro: desde a exploração intensiva de areias necessárias para a produção, até aos gastos energéticos da reciclagem, estamos a falar de custos ambientais bastante elevados”, disse.

O futuro do setor

Apesar dos desafios que o setor enfrenta, a Folhadela Rebelo tem uma perspetiva positiva do futuro. “A indústria automóvel está muito saudável e tem tendência para crescer. É um setor que já incorpora muito material reciclado e deverá continuar a aumentar as quantidades de peças plásticas, mais leves, para compensar o peso das baterias dos elétricos”, disse Rui Folhadela. Já no que diz respeito aos objetos do dia a dia, “sem dúvida que haverá um reajustamento que talvez até faça sentido. No entanto, se o cerco ilógico ao plástico apertar, vamos assistir a tempos difíceis. Esperemos que quem tem voz na matéria tenha bom senso e tome decisões lógicas, baseadas em aspetos científicos e não mediáticos. Por outro lado, a própria indústria transformadora de plásticos tem aqui um papel importante: as empresas têm de mostrar ao público que utilizam materiais recicláveis e que cumprem as normas em vigor. Por último, há que passar para o consumidor a informação de que ele é uma peça chave neste ciclo e que resolver o problema da poluição passa por mudar comportamentos”, concluiu.

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A Reifenhauser é a mais antiga representada da Folhadela Rebelo e, curiosamente, também é uma empresa familiar.

Seis décadas de história

A história da Folhadela Rebelo começou há cerca de 60 anos, pelas mãos de Manuel Folhadela (pai), através dos Estabelecimentos J.C. Andrade. Na altura, a empresa começou por ser sub-agente da Reifenhauser. Em 1986, nasce a Folhadela Rebelo, que mantém até hoje uma estrutura familiar. Na carteira de representações, a empresa conta atualmente com alguns dos ‘pesos pesados’ mundiais da área das máquinas de transformação de plásticos: Reifenhauser (extrusão de filme), KraussMaffei (injeção), Illig (termoformagem), Rep (transformação de borracha), Lemo (produção de embalagens flexíveis) e Weber (extrusão de perfis). Mais recentemente, graças ao acordo estabelecido com a empresa espanhola Coscollola, a Folhadela Rebelo acrescentou ao seu leque de ofertas, em exclusividade e com assistência técnica garantida, os periféricos da Frigel (chillers) e da Regloplas (controladores de temperatura). O portfólio da empresa é completado por uma ampla gama de aparelhos de controlo de canais quentes para moldes.

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