Estima-se que, em 2022, se atinjam as 584.000 unidades instaladas

Número de robôs industriais instalados em todo o mundo cresce 6% em 2018

01/10/2019
O ano de 2018 trouxe um investimento mundial recorde em robôs industriais: 16,5 mil milhões de dólares. Segundo a Federação Internacional de Robótica (IFR), foram instalados 422.000 robôs, um aumento de 6% em relação ao ano anterior.
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O relatório World Robotics, recentemente publicado pela IFR, dá-nos uma perspetiva de longo prazo bastante otimista para este mercado. Mesmo perante as dificuldades que assolam os principais setores-cliente e o conflito comercial entre os Estados Unidos e a China, que está a gerar incerteza na economia global, a marca de 400 mil robôs instalados foi, pela primeira vez na história, superada. A IFR prevê uma diminuição nas entregas de 2019 face ao nível recorde de 2018, mas espera um crescimento médio de 12 por cento ao ano entre 2020 e 2022, altura em que se deverão atingir as 584.000 unidades instaladas.

Ásia, Europa e Américas – visão geral

A Ásia tem o maior mercado de robôs industriais a nível mundial. Em 2018, os três maiores mercados asiáticos apresentaram um cenário díspar: as instalações na China e na República da Coreia desceram, ao passo que no Japão subiram consideravelmente. No total, a Ásia cresceu 1%. As instalações robotizadas na Europa, o segundo maior mercado, subiram 14% e atingiram um novo máximo pelo sexto ano consecutivo. Nas Américas, a taxa de crescimento atingiu mais 20% face ao ano anterior, o que também representa um novo nível recorde pelo sexto ano consecutivo.

Os cinco principais mercados a nível mundial

Os cinco principais mercados de robôs industriais representam 74 por cento das instalações globais em 2018: China, Japão, República da Coreia, Estados Unidos e Alemanha.

A China continua a liderar o mercado de robôs industriais, com uma quota de 36% no total de unidades instaladas. Em 2018, foram instaladas cerca de 154.000 unidades. Este valor significa uma queda de 1% em comparação com o ano anterior, mas também representa uma subida no número de robôs instalados na Europa e nas Américas em conjunto. O valor das instalações atingiu 5,4 mil milhões de dólares, 21% acima do valor de 2017. Os fornecedores de robôs chineses aumentaram a sua quota no total de unidades instaladas no mercado interno em 5 pontos percentuais (2018: 27% vs. 2017: 22%). Este resultado está em linha com a política da China no sentido de fomentar o crescimento dos fabricantes internos. As instalações de fornecedores de robôs estrangeiros, por outro lado (incluindo unidades produzidas na China por fornecedores não chineses), caíram 7%, para cerca de 113.000 unidades (2017: cerca de 122.000 unidades). Esta redução também se deve ao enfraquecimento da indústria automóvel.

As vendas de robôs no Japão aumentaram 21%, para cerca de 55.000 unidades, representando o valor mais elevado de sempre neste país. A taxa de crescimento médio anual de 17% desde 2013 é notável para um mercado com uma produção industrial já altamente automatizada. O Japão é o fabricante de robôs industriais número um a nível mundial e responsável por 52% do fornecimento global em 2018.

As instalações robotizadas nos Estados Unidos aumentaram pelo oitavo ano consecutivo, atingindo um novo máximo em 2018, com cerca de 40.300 unidades. Este valor reflete um crescimento de 22% face a 2017. Desde 2010, o impulsionador do crescimento em todas as indústrias transformadoras nos Estados Unidos tem sido a tendência constante para automatizar a produção com o objetivo de fortalecer as indústrias dos EUA, tanto no mercado interno como no mercado global. No que respeita às instalações anuais, o país ocupou o terceiro lugar anteriormente pertencente à República da Coreia.

As instalações robotizadas anuais na República da Coreia caíram 5%, tendo sido vendidas cerca de 38.000 unidades em 2018. O mercado dos robôs depende significativamente da indústria eletrónica, que viveu um ano difícil. Não obstante, as instalações aumentaram 12% em média anual desde 2013.

A Alemanha tem o quinto maior mercado de robôs do mundo e ocupa o primeiro lugar na Europa, seguindo-se Itália e França. Em 2018, o número de robôs vendidos aumentou 26% para perto de 27.000 unidades, um novo recorde histórico. As instalações são principalmente impulsionadas pela indústria automóvel.

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Expectativas positivas de crescimento a médio prazo. Instalações anuais de robôs industriais 2013-2018 e 2019-2022 (*previsão). Fonte: World Robotics 2019.

Utilização de robôs nas indústrias de todo o mundo

A indústria automóvel continua a ser a maior utilizadora de robôs globalmente, com uma quota de quase 30% do fornecimento total (2018). Depois de um ano muito forte em 2017, que registou um aumento de 21% nas instalações, este nível foi mantido com uma ligeira subida de 2% em 2018. Os investimentos realizados para a produção de novos automóveis e para a modernização aumentaram a procura de robôs. A utilização de novos materiais, o desenvolvimento de sistemas de condução energeticamente eficientes e o elevado nível de concorrência nos principais mercados de automóveis foram um incentivo para os investimentos. Foram realizadas 79% das instalações robotizadas industriais em 5 mercados-chave: China (39.351 unidades), Japão (17.346 unidades), Alemanha (15.673 unidades), Estados Unidos (15.246 unidades) e República da Coreia (11.034 unidades). Curiosamente, a Índia, o quarto maior fabricante de veículos do mundo segundo as estatísticas de produção da OICA, registou apenas 2.100 instalações de robôs industriais na indústria automóvel.

A indústria elétrica/eletrónica esteve prestes a ocupar o lugar da indústria automóvel como principal cliente de robôs industriais em 2017. No entanto, em 2018, a procura global de dispositivos e componentes eletrónicos caiu substancialmente. Esta indústria compradora é provavelmente a mais afetada pela crise comercial entre os Estados Unidos e a China, uma vez que os países asiáticos são líderes no fabrico de produtos e componentes eletrónicos. As instalações robotizadas nesta indústria caíram 14% desde o seu nível máximo de cerca de 122.000 unidades em 2017 para 105.000 unidades em 2018. 79% do total de unidades instaladas na indústria elétrica/eletrónica concentrou-se em três países com importantes unidades de produção: China (43%), República da Coreia (19%), Japão (17%). No Vietname verificou-se um aumento acentuado de instalações em 2017, em resultado de alguns projetos de grande dimensão (7.080 unidades), aumento esse que sofreu uma queda em 2018 (689 unidades).

A indústria metalúrgica e da maquinaria estabeleceu-se como a terceira maior indústria compradora a nível mundial. As instalações corresponderam a 10% da procura total em 2018. Os fabricantes de produtos metalúrgicos (sem peças de automóveis) e os fabricantes de maquinaria industrial compraram quantidades substanciais de robôs nos últimos anos. Em 2018, as instalações subiram para cerca de 43.500 unidades. Este valor representa uma queda de 1% face ao ano recorde de 2017 (44.191 unidades). A indústria metalúrgica e da maquinaria foi a principal indústria compradora na Finlândia (44%), Suécia (42%), Suíça (40%), Bélgica (30%), Áustria (27%), Itália (26%) e Dinamarca (21%).

Robôs concebidos para utilização colaborativa (Cobots)

Pela primeira vez, a World Robotics analisa o mercado dos robôs industriais colaborativos (Cobots). Os Cobots são concebidos para realizarem tarefas no mesmo espaço de trabalho dos trabalhadores humanos. De acordo com a definição da IFR, um cobot é necessariamente um robô industrial, em conformidade com a ISO 8372:2012. Apesar do especial destaque dado aos cobots pelos meios de comunicação social, o número de unidades instaladas continua a ser muito baixo, totalizando uma quota de apenas 3,24%. Em 2018, menos de 14.000 dos mais de 422.000 robôs industriais instalados eram cobots. No ano anterior, os cobots não chegaram às 11.100 unidades. De 2017 para 2018, as instalações anuais de cobots aumentaram 23%.

O valor anual de vendas globais de 16,5 mil milhões de dólares em 2018 é uma projeção baseada nos valores de mercado comunicados por várias associações nacionais de robótica. Esta projeção abrange apenas robôs. Se se incluir o software, os periféricos e a engenharia de sistemas, o valor é de aproximadamente 50 mil milhões de dólares.

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