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Entrevista a Tiago Guimarães Coelho, gerente da AGI

“Os transformadores de plásticos tiveram muito trabalho nos últimos seis meses de 2020”

Nerea Gorriti10/03/2021

A Augusto Guimarães & Irmão, Lda. (AGI) é um dos principais distribuidores nacionais de máquinas de injeção elétricas e periféricos para processos de transformação de plásticos. Nesta entrevista, Tiago Guimarães salienta que 2020 foi um ano de bastante trabalho para os transformadores do setor da embalagem, enquanto os outros, especialmente os fabricantes de peças técnicas, tiveram um ano de altos e baixos. Segundo indica, no geral, os últimos seis meses de 2020 foram bastante positivos para o setor.

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Tiago Guimarães Coelho, gerente da AGI.

Em 2020, a economia foi duramente atingida pela pandemia de Covid-19. Como é que a sua empresa tem vivido esta situação?

Tivemos de nos adaptar às diferentes fases que enfrentámos ao longo do ano. Com menos contacto presencial, foi essencial manter um contacto constante e muito próximo com os clientes e, ao mesmo tempo, assegurar o apoio técnico remoto ou no local, com todas as garantias de segurança, a todas as empresas que contam com a AGI.

A indústria de plásticos, e o material enquanto tal, têm sido essenciais nesta pandemia: as empresas do setor empenharam-se em colocar a sua produção ao serviço das autoridades sanitárias, precisamente numa altura em que o plástico enfrentava uma dura campanha mediática. Acha que a imagem do material vai sair reforçada desta crise?

No meio de toda esta triste calamidade que nos assolou, foi interessante e de certa forma motivador ver que o nosso setor não só é capaz de se adaptar, mas também de contribuir para o que é necessário numa situação de crise. Temos vários exemplos, desde o setor tradicional que, em tempo recorde, fez moldes para equipamentos de proteção, até exemplos de impressão 3D que produziu adaptadores para colocar em funcionamento ventiladores que, apenas por falta de uma ou outra peça, não estavam operacionais.

Todos estes foram esforços notáveis de adaptação e entrega, mas é claro que não serão capazes de resolver o problema de base. Agora, o fundamental é não deixar a força política e a opinião pública, esquecerem que tiveram a oportunidade de ver, muito claramente, a importância da capacidade industrial, não só na perspetiva económica, mas, especialmente, na perspetiva estratégica. A indústria europeia deve ser reforçada de forma competitiva e fiável.

Este é um momento fundamental na nossa história, mas não creio que seja capaz por si só de mudar a imagem do plástico porque, infelizmente, nestes momentos de crise não houve possibilidade de ensinar e mudar comportamentos na utilização do plástico, na reutilização e na economia circular.

Em 2020, a pandemia impediu a realização de feiras e prevê-se que, este ano, esta atividade também seja bastante afetada. De que forma esta ausência de eventos presenciais afetou a sua empresa, do ponto de vista das vendas e do lançamento/divulgação de novos equipamentos?

De facto, infelizmente não pudemos participar em feiras, eventos que nos permitem dar proximidade dos visitantes às soluções e tecnologias que temos para propor. É uma pena tanto para os expositores como para os visitantes, mas uma feira é o tipo de evento que numa situação de pandemia como a que estamos a viver não pode mesmo acontecer. O setor que vive da organização de feiras comerciais está a atravessar tempos muito difíceis, que espero que consigam suportar para que possam organizá-las de novo assim que as condições o permitam.

Que segmentos da indústria transformadora de plásticos espera que venham a ter um melhor desempenho em 2021?

2021 será, certamente, um ano muito importante para todos e creio que a nossa indústria terá um papel muito importante na recuperação económica. De entre os setores que se espera que venham a ter bom desempenho, destaco, claro, o da saúde, onde existe uma grande necessidade de recuperar tempo em cuidados de saúde suspensos devido à pandemia. Por outro lado, também é expectável um acentuado crescimento em todos os segmentos relacionados com a mobilidade, área que atravessa uma fase de transformação, acelerada durante a pandemia.

Dentro das várias soluções que têm em carteira, quais se irão destacar no futuro próximo?

Para além da importante ajuda da inteligência artificial Fanuc na fiabilidade e economia no processo de transformação de plásticos, a robótica continua a evoluir para sistemas multi-robotizados na combinação de robots cartesianos com articulados, como os periféricos da Piovan que estão cada vez mais interligados.

A digitalização está a tornar-se cada vez mais relevante, os sistemas MES, da SISE, para o controlo da produção no chão-de-fábrica, estão cada vez mais incorporados. Ter toda a fábrica ligada, com ERP e gestão documental integrada está a tornar-se cada vez mais comum.

Destaque ainda para os novos Onecut Pro da Rapid, cuja integração ‘ao pé da máquina’ irá ajudar as empresas a otimizar a reciclagem.

A impressão 3D, com cada vez mais aplicações, seguirá o seu crescimento acelerado. Nesta área, contamos com a introdução de novidades, tanto ao nível dos filamentos como das máquinas.

Que vos dizem os transformadores de plásticos sobre a situação atual? Sofreram um forte impacto com a pandemia? Estão otimistas? Têm interesse em automatizar processos?

Os transformadores no setor da embalagem sempre tiveram muito trabalho durante a pandemia. Os outros, especialmente os fabricantes de peças técnicas, tiveram uma espécie de ano de montanha-russa, se tiveram momentos de abrandamento abrupto no início da propagação do vírus na Europa, em geral, tiveram bastante trabalho nos últimos seis meses do ano. Estes últimos meses animaram muitos processadores a fazer novos investimentos.

A notícia da eficácia das vacinas, mesmo no final do ano, foi uma forma de encarar a chegada de 2021 com o otimismo de, apesar de ainda distante, nos vermos livres deste maldito vírus.

Que perspetivas tem a AGI para 2021?

Continuar a servir os nossos clientes com determinação para que utilizem a melhor tecnologia que lhes permita alcançar resultados rentáveis e interessantes da forma mais fácil e segura, correspondendo às exigências e desafios dos seus clientes.

Jaba: tradução 4.0Emerson: peças mais complexas requerem soldagem de precisão

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