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Informação profissional para a indústria de plásticos portuguesa

Entrevista a José Frazão, diretor-geral da Exposalão

“A indústria precisa de eventos presenciais”

Luísa Santos08/10/2021

O último ano e meio foi complicado para muitos setores de atividade, mas particularmente difícil para quem depende da afluência de público, como é o caso dos parques de feiras. Muitos ‘inventaram’ formas digitais de manter o contacto com o mercado, mas, simplesmente, não é a mesma coisa. Marcada há muito para os dias 3 a 6 de novembro próximo, a 12ª edição da Moldplás não sofreu alterações de calendário, mas destaca-se por ser a primeira feira industrial a realizar-se em Portugal desde o início da pandemia. Nesta entrevista, José Frazão, diretor-geral da Exposalão, relata uma elevada procura por parte do mercado e antecipa um evento de sucesso.

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José Frazão, diretor-geral da Exposalão.

A Moldplás é o primeiro evento nacional do setor depois do início da pandemia. Qual foi a recetividade dos expositores, depois de uma fase complicada como a que que passámos?

De facto, esta é a primeira feira industrial a realizar-se em Portugal após a pandemia e notámos claramente uma grande vontade das empresas e dos profissionais em estarem novamente juntos e em criar boas relações comerciais e pessoais. Isto, tanto da parte dos expositores como dos visitantes. Ambos desejam o regresso à normalidade. É algo que se sente face à procura de ambas as partes em participar na feira.

Apesar dos avanços na vacinação, continuamos a ver feiras internacionais a serem canceladas. Não foi o caso da Moldplás, pelo contrário, a feira está tão composta como em qualquer outro ano…

Poderá haver casos de feiras internacionais canceladas, mas não todas. Em Portugal isso não está a acontecer. Além disso, apesar de ser um evento nacional com muito público, a Moldplás em nada se compara a uma feira com caris e propósito internacional. O nosso foco a nível de expositores e visitantes é maioritariamente nacional, apesar de termos compradores e investidores internacionais. O plano nacional de vacinação em Portugal também contribuiu para o sucesso desta edição, uma vez que correu a um nível diferente do que se fez noutros países da união europeia e foi um autêntico sucesso. Prevemos que a feira se realize com a regularidade de anos passados.

Que medidas concretas tomarão para a proteção dos expositores e visitantes durante o evento?

Depois dos 85% de pessoas vacinadas em Portugal, julgamos ter reunidas as condições ideais para avançar com um evento desta dimensão. Iremos sempre respeitar as medidas solicitadas pela Direção Geral de Saúde para eventos desta dimensão, aquando do período da feira.

Que podem esperar os visitantes da Moldplás 2021?

Os profissionais que visitem a Moldplás podem contar com uma feira dentro do padrão dos últimos anos, com o melhor que o setor dos moldes e plásticos pode oferecer. Teremos, naturalmente, novas empresas que nos permitirão acrescentar novas soluções ao evento, assim como as novidades que o setor desenvolveu ao longo dos últimos dois anos.

Em concreto, que áreas vão estar representadas na feira?

Basicamente, todas as áreas que fornecem as indústrias de moldes e plásticos vão estar representadas no evento. Em concreto, estamos a falar de empresas fornecedoras de equipamentos, máquinas, serviços e software para plásticos e moldes, CNCs, robótica, automação, impressão 3D, metrologia e ferramentas.

Quantas empresas vão expor este ano?

Vão estar presentes 170 empresas fabricantes e importadoras nacionais e internacionais, com a representação de centenas de marcas, durante os quatro dias do evento.

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Em 2019, cerca de 17 mil profissionais visitaram a Moldplás.

Considerando o contacto regular que mantêm com o mercado, qual é a vossa perceção do estado atual das indústrias de plásticos e moldes nacionais?

No nosso contacto diário com as empresas, percebemos que muitas passaram, e estão a passar, por dificuldades decorrentes da pandemia e de outros fatores de mercado, mas sem baixar os braços. Muitas tiveram de se reinventar, investindo em novas tecnologias para dar resposta às necessidades dos clientes, e isso mostra bem a qualidade do tecido empresarial português, principalmente neste setor. Aliás, em 2020, com todas as dificuldades que se conhecem, as exportações da indústria de moldes atingiram um valor de, aproximadamente, 566 milhões de euros, sendo o valor total de produção estimado em 666 milhões de euros.

A Exposalão tinha programado para 2020 a 3D Additive, uma nova feira dedicada à impressão 3D. Pensam realizá-la no próximo ano?

Sim. Temos perspetivas de realizar a 3D Additive Expo e a i4.0 Expo, feiras de fabrico aditivo e robótica, em 2022, com data ainda a definir. A feira será realizada no norte do país, entre Santa Maria da Feira e o Porto, ajustando-se à atual necessidade do mercado.

Várias feiras, a nível mundial, optaram por formatos híbridos. Chegaram a pensar nessa possibilidade?

No caso da Moldplás, ela já estava marcada para esta data, uma vez que é uma feira bienal. Não sofreu alterações de formato. Poderíamos ter pensado num formato híbrido para as restantes exposições, mas não o fizemos porque, apesar dos empresários que nos visitam estarem adaptados à tecnologia e aos seus avanços, continuam a preferir a interação com os expositores.

Que outras novidades podemos esperar para esta edição da Moldplás?

A edição deste ano vai ser muito dinâmica e conta com um painel de prestígio. O ministro do Planeamento, Nelson de Souza, e a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, irão comparecer na inauguração do evento, a decorrer às 15 horas do dia 3 de novembro. O senhor ministro irá realizar uma pequena apresentação e abordagem aos temas relativos aos apoios do invest2030 para o setor da indústria, e do programa de apoio à retoma.

No dia 5 de novembro contamos com a presença de João Neves, secretário de Estado Adjunto e da Economia.

Além disso, ao longo dos quatro dias da feira, os visitantes vão poder assistir a palestras apresentadas pelos expositores sobre temas relevantes para os profissionais das indústrias de moldes e de plásticos.

A Moldplás 2021 conta com a presença do ministro do Planeamento, Nelson Souza, da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e do secretário de Estado Adjunto e da Economia João Neves
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