Informação profissional para a indústria de plásticos portuguesa
“A EMAF continua a ser a maior montra da indústria nacional”

Entrevista a António Proença, diretor comercial da Exponor

Luísa Santos15/11/2021

Depois de um período particularmente difícil para os centros de exposições, a EMAF volta a Matosinhos nos dias 1 a 4 de dezembro. Nesta entrevista, António Proença, diretor comercial da Exponor, desvenda um pouco do que podemos esperar da 18ª edição daquela que é considerada por muitos como a principal feira industrial portuguesa. Entre as novidades, destaque para a Bolsa de Emprego, uma iniciativa que disponibiliza aos visitantes diversas oportunidades oferecidas pelas empresas expositoras, e para a novíssima plataforma digital E+E EMAF.

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António Proença, diretor comercial da Exponor.

Como reagiu o mercado aos necessários ajustes de calendário, impostos pela pandemia, e à marcação da feira para a data agendada?

O mercado reagiu bem. A EMAF é a maior feira vocacionada para a indústria realizada em Portugal. É um ponto fulcral no contacto das empresas com os seus clientes. E foi esse aspeto, a necessidade que as empresas têm de estar com o mercado que fez com que, de parte a parte, fornecedores e clientes mantivessem o interesse permanente na realização do evento, também como forma de renovarem a sua aposta na internacionalização de tecnologias, na inovação industrial e no conhecimento técnico especializado.

Quais são os temas fortes desta edição?

A EMAF é pensada para empresários, consultores, projetistas, gestores e decisores das mais variadas áreas industriais e a feira prepara-se para, essencialmente, apresentar respostas aos mais recentes desafios da era da Indústria 4.0 e da Digitalização, bem como promover networking e a partilha de ideias e atividades de negócio. Os setores em exposição são, por isso, diversificados e vão desde as áreas da manutenção industrial, química e laboratórios à automação e controlo, robótica e informática industrial e aos produtos, serviços e equipamentos de segurança. Incluem a apresentação de máquinas-ferramenta por parte dos fabricantes nacionais e muitas novidades para o mercado no que toca à inovação, às tendências e ao futuro da tecnologia.

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Em 2018, cerca de 43 mil profissionais visitaram a EMAF.

Há novidades, em relação ao que estava previsto para 2020?

O facto de termos sido obrigados a adiar a edição de 2020 para esta altura, implicou também a necessidade de se reprogramarem e integrarem algumas novidades. Uma das grandes novidades em 2021 é a inclusão da Bolsa de Emprego no evento, que disponibiliza aos visitantes uma panóplia de oportunidades junto das empresas expositoras.

Para responder aos desafios levantados durante a pandemia, a feira passa a disponibilizar também a plataforma digital E+E EMAF, com vista a promover o conhecimento e o trabalho em rede e para criar um ecossistema global do setor que ajude a fortalecer ainda mais a relação entre visitantes e expositores, ao permitir, nomeadamente, a partilha de experiências, conhecimentos e negócios, promover encontros e ligações, e a ser uma fonte de inspiração contínua para todos os profissionais.

Quantos expositores estarão presentes?

Serão mais de 360 expositores de países como Portugal, Espanha, França, Suíça, Itália e Alemanha, ocupando uma área de cerca de 35.000 m2, como reflexo da performance e da visão do futuro das empresas do setor.

Quais os setores com maior representação?

Os setores com maior peso este ano são os das máquinas-ferramenta, automação, robótica, ferramentas, soldadura, componentes para indústria e empresas com inovação tecnológica.

A EMAF é, cada vez mais, vista como uma feira transversal a toda a indústria. Nesta edição, podemos contar com essa diversidade?

Sim, à semelhança das edições anteriores, a EMAF continua a ser a maior representação da indústria nacional, atraindo também a participação de diversas empresas internacionais, com predominância do mercado espanhol. Serão abrangidos diversos setores e players relevantes no mercado, precisamente porque a feira valoriza a pluralidade na sua oferta e nas oportunidades que potencia.

Há algum setor estreante?

Continua a existir uma evolução muito grande no setor tecnológico e, como tal, a EMAF procura manter-se a par das tendências ditadas pelo mercado. Assim sendo, para se manter atualizada, a feira abre sempre as suas portas a áreas e players emergentes que vejam valor em juntar-se a ela e que façam sentido no seu conceito. Esta edição não foi exceção.

Além do espaço de exposição, têm previstos eventos paralelos? Quais?

Existirão uma série de eventos promovidos pelas principais entidades do setor, como a AIMMAP, Revista Segurança, Revista Robótica e por parte de algumas empresas. Com a AIMMAP, será promovida uma conferência e debate subordinados ao tema ‘Inteligência Artificial: Aplicações, Implicações e Especulações’, que focará nos desafios técnicos, éticos e legais da Inteligência Artificial e sobre a transformação digital da indústria. Outro exemplo, promovido em conjunto com a Revista Robótica, é a realização da 10ª edição do Concurso de Inovação EMAF, que visa reforçar os seus eixos de I&D e Inovação, respondendo ao propósito da feira de contribuir para apresentar os mais notáveis avanços do setor.

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A robótica é um dos setores com grande representatividade na feira.

Qual é a percentagem de expositores internacionais na feira? Que países vão estar presentes?

Os expositores internacionais representam cerca de 20% do espaço ocupado, com predominância de empresas de Espanha, Alemanha, França e Itália.

Qual a vossa previsão no que respeita ao número de visitantes?

Prevemos uma adesão muito positiva, como já é habitual nas outras edições. Os visitantes da feira deverão rondar os 30.000 visitantes.

Já têm data para a realização da edição seguinte?

Sim, está prevista para o início de junho de 2023, mantendo a sua frequência bienal.

Que motivos vos levaram a tomar essa decisão?

Em sintonia com as empresas fabricantes e com a AIMMAP, tomamos a decisão tendo em conta as calendarizações internacionais, de forma a que, em simultâneo, pudesse existir uma aproximação ao turismo de negócios, potenciado pelo excelente clima do nosso país e tornando mais aliciante a vinda de todos os visitantes

Preveem realizar algum evento relevante para a indústria metalomecânica em 2022?

Sim, a feira ‘360 Tech Industry – Tech2Change’, muito focada na indústria 4.0, robótica, tecnologia e inovação, novos materiais, compósitos, etc., deverá realizar-se nos dias 26 e 27 de maio de 2022. Certamente que será também uma feira muito impactante para várias áreas desta indústria e com uma tração bastante aliciante para os seus players.

Finalmente, no que respeita à prevenção da Covid-19, a Exponor prevê implementar medidas especiais, além das impostas pela DGS para a realização deste tipo de eventos?

Vamos cumprir escrupulosamente a legislação e as medidas implementadas pela DGS, reforçando e controlando, em todos os aspetos, dimensões como a higienização permanente e a obrigatoriedade do uso da máscara.

Jaba: tradução 4.0

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