Informação profissional para a indústria de plásticos portuguesa
“Espera-se que, em 2023, o problema [da indústria automóvel] esteja resolvido e há até indicações de que, a partir desse ano, serão lançados cerca de 60 novos modelos por ano”

Entrevista a Hugo Brito, diretor geral da Equipack

01/06/2022

A Equipack foi uma das participantes no primeiro estudo de mercado de máquinas de injeção realizado em Portugal, que decorreu em Leiria no dia 29 de março. Nesta entrevista, Hugo Brito, diretor geral da Equipack, analisa a atual situação do setor, afetado pela falta de semicondutores na indústria automóvel e pela guerra na Ucrânia.

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Após o retrocesso imposto pela pandemia em 2020, 2021 acabou por ser um ano de recuperação para a maioria das empresas. Como avalia a atividade da sua empresa durante este período?

Em 2021 registámos uma pequena recuperação face a 2020. Neste momento, o principal problema da indústria de plásticos já não é a pandemia, mas sim o setor automóvel. Existem vários projetos em curso, mas a falta de chips e de semicondutores está a atrasar as encomendas. Espera-se que, em 2023, o problema esteja resolvido e há até indicações de que, a partir desse ano, serão lançados cerca de 60 novos modelos por ano.

2021 foi também marcado pelo aumento dos preços das matérias-primas, bem como dos custos de energia e de transporte. De que forma estes fatores afetaram o setor e de que forma pensa que o farão em 2022?

Estes fatores afetaram e continuaram a afetar o setor, principalmente porque obrigam as empresas a subir os preços. Foi o que nós também fizemos. A médio prazo, é natural que essa subida resulte numa diminuição do consumo e isso, por seu lado, vai repercutir-se na indústria, com uma diminuição das encomendas.

As dificuldades de abastecimento e a subida de preços deverão manter-se pelo menos até ao final deste ano. A estes fatores acresce a instabilidade gerada pelo atual conflito bélico na Ucrânia. A sua empresa prevê alguma mudança estratégica para fazer face a estas dificuldades?

Os transformadores de plásticos portugueses, mais concretamente os que produzem peças para a indústria automóvel, trabalham muito com empresas do centro da Europa, principalmente alemãs e francesas. Estes países têm uma grande dependência energética da Rússia e é natural que venham a ser bastante afetados pelo atual conflito, principalmente no que respeita ao aumento dos custos de produção o que, mais uma vez, fará aumentar os preços no consumidor. Neste sentido, ainda que indiretamente, é natural que venhamos também a ser afetados. De qualquer modo, não temos prevista qualquer mudança estratégica para este ano.

Em termos gerais, acha que 2022 será melhor do que 2021?

No início de 2022, tudo indicava que este seria um ano muito bom, de plena recuperação pós-pandemia. Agora, com as consequências previsíveis da guerra na Ucrânia, já é mais difícil fazer uma antevisão tão otimista. De qualquer forma, sabemos que há projetos em curso e vemos que os fabricantes de moldes, que estão numa fase da cadeia anterior à dos plásticos, estão com um pouco mais de trabalho, por isso, apesar de todas as contrariedades, acreditamos que este vai ser um ano positivo.

2022 é ano de K. A sua empresa ou as suas representadas irão apresentar novas tecnologias na feira? Quais?

Sim, como sempre acontece, a Engel vai apresentar novidades na edição deste ano da K. Ainda não podemos revelar pormenores, mas serão lançamentos relacionados com digitalização e a economia circular, uma área que está no centro das preocupações da empresa.

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