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Informação profissional para a indústria de plásticos portuguesa
Evento destacou as principais valências das máquinas de tecnologia japonesa e engenharia alemã

Sumitomo (SHI) Demag e CJP reforçam parceria em open house conjunto

13/09/2022

A Sumitomo (SHI) Demag e o seu representante técnico CJP realizaram, no dia 7 de julho, o primeiro open house conjunto em Portugal. O evento decorreu nas instalações da CJP, na Póvoa de Santo Adrião, e contou com a presença de 42 profissionais de 25 empresas fabricantes de plásticos. A InterPlast esteve lá e conversou com o responsável pela empresa portuguesa, Carlos Silva, que há 35 anos trabalha com esta marca. Relatou-nos uma parceria de sucesso e destacou dois elementos chave para o crescimento da Sumitomo (SHI) Demag: a aposta pioneira na eletrificação e o fabrico próprio, à medida, de componentes essenciais.

Sebastian Schaper, diretor geral da Sumitomo (SHI) Demag para Portugal e Espanha, à esquerda, e Carlos Silva...

Sebastian Schaper, diretor geral da Sumitomo (SHI) Demag para Portugal e Espanha, à esquerda, e Carlos Silva, sócio-gerente da CJP - Assistência à Indústria de Plásticos, à direita, junto à máquina de injeção 100 % elétrica IntElect 100-250.

Reconhecido no mercado da injeção de plásticos pela sua longa experiência e conhecimento técnico, Carlos Silva iniciou a atividade ao serviço da Ilídio Martins, empresa que, durante vários anos, representou a antiga Demag em território nacional. Em 1999, fundou a CJP - Assistência à Indústria de Plásticos e, desde então, manteve sempre uma parceria com a empresa alemã, que viria a ser adquirida em 2008 pela japonesa Sumitomo. Em 2021, assumiu oficialmente a representação técnica da Sumitomo (SHI) Demag em território nacional.

Presente no evento, o diretor geral da Sumitomo (SHI) Demag para Portugal e Espanha, Sebastian Schaper, referiu que “a parceria com a CJP é uma aposta ganha” e que “a vasta experiência técnica de Carlos Silva é, sem dúvida, uma mais valia quer para a empresa, quer para os clientes da indústria portuguesa”.

O open house contou com a presença de 42 convidados, de 25 empresas nacionais

O open house contou com a presença de 42 convidados, de 25 empresas nacionais.

Máquinas 100 % elétricas: economia energética e proteção ambiental

Ao longo dos anos, as máquinas Sumitomo (SHI) Demag evoluíram para se tornarem mais versáteis e económicas e, neste aspeto, a eletrificação dos equipamentos trazida pela Sumitomo quando em 2008 adquiriu a Demag foi determinante. “As máquinas 100 % elétricas são muito mais económicas que as tradicionais, já que não implicam custos com o aquecimento do óleo nem gastos de água”, assegura Carlos Silva. “Mas, têm outra característica essencial: são muito menos poluentes. As máquinas hidráulicas têm várias condicionantes relacionadas com os óleos utilizados, desde a necessidade de substituição periódica e reciclagem dos mesmos, até às possíveis fugas: basta que uma mangueira rebente para obrigar a trabalhos difíceis e demorados de limpeza”, refere.

O responsável considera que “o mercado português está bastante recetivo a este tipo de equipamentos, mas continua a existir a ideia de que a máquina elétrica é muito mais cara que a máquina hidráulica. Se é verdade que, realmente, o investimento inicial é superior, a manutenção posterior é muito menor, no final do ciclo de vida da máquina, a elétrica é mais barata que a hidráulica, além de todas as poupanças que traz durante o tempo de funcionamento”.

No open house, uma máquina de injeção totalmente elétrica InteElect 100-250 esteve a produzir talheres reutilizáveis, produzidos em PA6...
No open house, uma máquina de injeção totalmente elétrica InteElect 100-250 esteve a produzir talheres reutilizáveis, produzidos em PA6, num molde gentilmente cedido pela Matosplas.

Durante o open house, esteve em demonstração uma máquina totalmente elétrica IntElect 100-250, com força de fecho de até 1.100 kN, design inteligente, ampla proteção do molde e controlo intuitivo. Ao integrar o sistema completo de controle no interior da estrutura, esta máquina consegue ser das mais compactas no mercado. O equipamento integra novas placas com maior rigidez o que, em conjunto com as guias lineares e outros componentes, garantem um alto grau de segurança do molde mesmo com moldes mais pesados. Além disso, conta com um controlo intuitivo, com grande variedade de opções para a monitorização e controle do processo.

A máquina esteve a injetar talheres reutilizáveis, produzidos em PA6, num molde cedido pela Matosplas.

No evento foi ainda apresentado o serviço de assistência técnica à distância disponibilizado pela Sumitomo (SHI) Demag, com ligação direta à fábrica da empresa na Alemanha, que permite realizar operações como pesquisa de avarias nas máquinas e atualização automática de software.

No final do ciclo de vida da máquina, a elétrica é mais barata que a hidráulica

Fabrico próprio de componentes

De todas as valências oferecidas pela Sumitomo (SHI) Demag, Carlos Silva destaca o fabrico próprio de componentes como uma das mais importantes, por garantir a independência de fornecedores terceiros. “As máquinas em que componentes essenciais, como os módulos eletrónicos, as bombas hidráulicas ou os servos, são fornecidos por empresas externas, têm um problema: se o fabricante deixar de os fabricar, é muito difícil encontrar substitutos”. Este facto ganha relevância atual, considerando a conjuntura de incerteza nas cadeias de abastecimento.

Além disso, o fabrico interno permite produzir componentes ‘à medida’. “Desta forma, é possível rentabilizar melhor o espaço e tornar a máquina mais pequena”, assegura o responsável.

Os participantes tiveram oportunidade de conhecer de perto os componentes das máquinas fabricados pela própria Sumitomo (SHI) Demag...
Os participantes tiveram oportunidade de conhecer de perto os componentes das máquinas fabricados pela própria Sumitomo (SHI) Demag.
A Sumitomo (SHI) Demag tem fábricas na Alemanha, onde são produzidas as máquinas à medida, no Japão e na China.

Mercado português em expansão, condicionado pela falta de matérias-primas

Carlos Silva estima que a marca tenha instaladas em Portugal entre 500 e 600 máquinas, a maioria delas ainda sob a chancela da Demag, e orgulha-se de dizer que têm “máquinas a trabalhar com cerca de 40 anos”. A grande maioria destes equipamentos está instalada em empresas que trabalham para a indústria automóvel e de embalagem.

Questionado sobre as consequências dos últimos dois anos para as empresas nacionais, o responsável considera que a indústria de plástico nacional acabou por não ser afetada pela pandemia, “pelo contrário, mesmo as empresas do setor automóvel acabaram por se adaptar e diversificar a produção, como resposta à crise”. Na sua opinião, “a falta de matérias-primas que se seguiu foi, e ainda está a ser, um problema maior, com os preços a atingirem valores nunca vistos. Felizmente, esta situação está a estabilizar-se”, conclui.

À esquerda, a equipa da Sumitomo (SHI) Demag que dá apoio ao mercado português; à direita, a equipa da CJP

À esquerda, a equipa da Sumitomo (SHI) Demag que dá apoio ao mercado português; à direita, a equipa da CJP.

O evento ficou completo com uma apresentação sobre 'Como potenciar os projetos de investimento do Portugal 2030', levada a cabo por Ricardo Vale, da Yunit Consulting.

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