Informação profissional para a indústria de plásticos portuguesa

Meta 1 com evolução positiva e Meta 4 com um crescimento de 36% na incorporação de plástico reciclado em novas embalagens de plástico. Segundo o PPP há vários desafios em diferentes áreas para as restantes metas, e é importante identificar os caminhos para os superar.

Pacto Português para os Plásticos a caminho da economia circular

20/03/2024

O 3º Relatório de Progresso do Pacto Português para os Plásticos (PPP), acaba de ser anunciado. O documento mede, de forma agregada, o desempenho dos membros da iniciativa no ano de 2022 e o respetivo progresso relativamente às cinco metas 2025.

Desde o início de 2020, diversas empresas, associações, ONGs, universidades e o Governo têm vindo a comprometer-se com a visão e os objetivos do Pacto Português para os Plásticos, uma iniciativa liderada e coordenada pela Associação Smart Waste Portugal e integrada na Plastics Pact Network, organizada pela Fundação Ellen MacArthur e pela WRAP. O Pacto Português para os Plásticos visa potenciar a transição para uma economia circular, na qual o plástico é considerado um recurso valioso dentro da economia e nunca uma ameaça para o ambiente.

Atualmente, o Pacto Português para os Plásticos conta com a participação de 116 entidades

Atualmente, o Pacto Português para os Plásticos conta com a participação de 116 entidades.

Com o intuito de alcançarem esta visão, os membros do pacto comprometeram-se a atingir, até 2025, um conjunto de cinco metas ambiciosas:

  1. Eliminar os plásticos de utilização única problemáticos e/ou desnecessários;
  2. Assegurar que 100% das embalagens de plástico colocadas no mercado sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis;
  3. Garantir que 70% ou mais das embalagens plásticas sejam efetivamente recicladas, através do aumento da recolha e reciclagem;
  4. Incorporar, em média, 30% de plástico reciclado nas novas embalagens de plástico;
  5. Promover atividades de sensibilização e educação dirigidas aos consumidores atuais e futuros para a utilização circular dos plásticos.

 “Ao definir as Metas 2025, o PPP e os seus membros foram muito ambiciosos e é assim que continuamos, no entanto, a evolução dos resultados é mais lenta do que se esperava inicialmente” declara Patrícia Carvalho, coordenadora do Pacto Português para os Plásticos. “Ao analisarmos o progresso em relação às metas estabelecidas para 2025, é muito importante reconhecer as áreas em que enfrentamos desafios e identificar os caminhos para superá-los”, afirma.

Os resultados em cada meta, os desafios e os caminhos propostos pelo PPP

Relativamente à Meta 1, em que o objetivo é chegar aos 0% destes plásticos, o peso dos mesmos no portefólio dos membros representa 2%, sendo uma notícia positiva. “Esta meta tem vindo a evoluir bem, mantendo uma tendência de decréscimo. Estão identificados os principais itens a intervir e os membros estão a trabalhar para encontrar soluções e alternativas para estes itens, contando com o apoio do Grupo de Trabalho Plásticos de Uso Único, criado pelo PPP”, afirma Patrícia Carvalho.

Relativamente à Meta 2, no que toca à reciclabilidade, os membros do PPP, mantiveram os 57% de embalagens recicláveis em relação a 2021, não tendo havido evolução. Apesar disso, os membros do PPP têm definido roadmaps e estratégias para aumentar a percentagem de reciclabilidade das embalagens de plástico dos seus portefólios, no entanto, estas mudanças exigem algum tempo.

Por outro lado, “o facto de ainda não estarem implementados os novos fluxos de materiais para reciclar, como os Termoformados de PET e o PP (rígido), também contribuiu para a estagnação deste valor”, explica Patrícia Carvalho. “Com a entrada em vigor das Novas Especificações Técnicas para os materiais Termoformados de PET e o PP (rígido) será possível melhorar este valor. Se as especificações técnicas já estivessem em vigor em 2022, o valor da reciclabilidade passaria para 73%”, afirma a coordenadora do PPP.

Há ainda que considerar o grande peso das embalagens flexíveis, tendo esta tipologia características mais desafiadoras à sua reciclabilidade. Ainda no âmbito da Meta 2 e no que toca à reutilização, em 2022, 6% das embalagens colocadas no mercado pelos membros do PPP, em média, eram reutilizáveis. Este valor baixou relativamente a 2021, em que o valor foi de 7%.

Esta meta quantifica as embalagens reutilizáveis novas, que são colocadas no mercado e são consideradas as embalagens B2B e B2C. Em 2022, alguns membros do PPP alteraram a forma de gestão das embalagens de B2B, sendo que as embalagens em sistemas de pooling que não são geridas diretamente por estes, não se encontram contabilizadas. Patrícia Carvalho, explica que “a forma de contabilizar a reutilização é um desafio, sendo necessário encontrar métricas que permitam que os dados sejam comparáveis entre os anos; métricas essas que reflitam os dados do refill e das embalagens evitadas por utilização de embalagens reutilizáveis dos consumidores”.

De assinalar que PPP se encontra a trabalhar, de forma colaborativa, num projeto piloto de reutilização no takeaway, na zona do Porto, que tem como objetivo criar um sistema de embalagens retornáveis que seja economicamente viável, ambientalmente sustentável e que seja conveniente para o consumidor, demonstrando claras e mensuráveis vantagens quando comparado com o uso único.

Relativamente à Meta 3, embora tenha havido uma ligeira melhoria, o PPP considera que ainda está distante da meta, com 38% das embalagens recicladas em 2021 (último ano com dados oficiais disponíveis), e acredita ser crucial aumentar a conscientização e o hábito de separação dos materiais por parte dos cidadãos. “Este valor teve uma ligeira subida, como seria de esperar, pois, em 2020 verificou-se um forte impacto da pandemia Covid-19. No entanto, continuamos ainda bastante longe da meta definida (70%). Para chegarmos a este valor é necessário que cada pessoa em Portugal recicle pelo menos 28 kg de embalagens de plástico por ano, e ainda estamos com cerca de 16 kg”, revela Patrícia Carvalho. “Termos uma consciência ambiental não basta, temos todos, todos os dias, de colocar nos equipamentos de recolha seletiva (ecopontos, porta-a-porta, entre outras) os materiais para reciclar, e, neste caso específico, as embalagens de Plástico”, afirma.

Relativamente à Meta 4, em 2022, verificou-se a incorporação de 15%, em média, de plástico reciclado em novas embalagens. “Nesta meta regista-se um crescimento de 36% relativamente a 2021, o que é bastante positivo”, afirma Patrícia Carvalho. De referir que 65% dos membros do PPP que colocam embalagens no mercado, reportaram embalagens com plástico reciclado. As variações de preços nos mercados de plástico reciclado e as questões técnicas e de segurança alimentar para incorporação de reciclado em embalagens alimentares têm sido o maior desafio.

Por último, relativamente à Meta 5, desde o início tem vindo a ser priorizada a sensibilização e educação do consumidor, através de campanhas nacionais, presença online, masterclasses e participação em eventos. “Destaca-se a campanha 'Recicla o Plástico' iniciada em 2022, ainda em vigor. Além disso, foi desenvolvido o programa educativo 'Vamos Reinventar o Futuro' para alunos do 2.º ciclo, disponível online, e o grupo de trabalho 'Materiais Alternativos & Análise de Ciclo de Vida' produziu o guia 'Porquê o Plástico?' compilando informações técnicas e científicas sobre os plásticos”, recorda Patrícia Carvalho.

O PPP continuará a promover estes materiais, mantendo uma forte presença online e em eventos. Para o futuro, uma reflexão sobre novas campanhas alinhadas com a visão do PPP para uma economia circular para os plásticos em Portugal. “Vamos continuar a educar, sensibilizar e informar o cidadão, dos mais velhos aos mais novos, para uma utilização circular do plástico”, garante a coordenadora do PPP.

O Relatório está disponível para consulta aqui.

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