De acordo com a equipa liderada pelo professor Ergang Wang, o principal desafio foi tornar este tipo de plástico mais compatível com a água. Os polímeros conjugados absorvem bem a luz, mas normalmente apresentam fraca interação com meios aquosos. Através de alterações ao nível molecular, os investigadores conseguiram ultrapassar essa limitação.
“Desenvolver fotocatalisadores eficientes sem platina tem sido um objetivo antigo nesta área”, afirma Alexandre Holmes, investigador da Chalmers e um dos autores principais do estudo. Segundo explica, o material foi transformado em nanopartículas com cadeias poliméricas mais hidrofílicas, o que melhora a interação com a água e aumenta a eficiência do processo.
Em ambiente laboratorial, os resultados são visíveis a olho nu: quando uma fonte de luz que simula o sol incide sobre a água com as nanopartículas, formam-se rapidamente bolhas de hidrogénio. “Com apenas um grama do material polimérico, é possível produzir cerca de 30 litros de hidrogénio por hora”, refere Holmes.
Para Ergang Wang, “remover a necessidade de platina é um passo importante rumo a uma produção de hidrogénio mais sustentável para a sociedade”. O investigador reconhece que a solução totalmente limpa ainda exigirá mais anos de trabalho, mas sublinha que os resultados obtidos demonstram um caminho promissor.
A investigação, divulgada pela Universidade Tecnológica de Chalmers, foi financiada por várias entidades suecas de apoio à ciência e à energia e envolveu investigadores de universidades da Europa, América do Sul, China e Estados Unidos.
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