Os setores da Indústria e da Logística em Portugal enfrentam um ano de forte crescimento em 2026, mas o avanço está limitado pela falta de profissionais qualificados, revela o mais recente Guia Hays 2026.
A automação, a adoção de metas ESG - Environmental, Social and Governance e o nearshoring estão a aumentar a procura por perfis híbridos, capazes de combinar competências técnicas e digitais.
“A Indústria está a viver um momento de enorme pressão estrutural. A automação e o nearshoring aceleram a procura por perfis especializados, mas a escassez de talento atingiu um nível verdadeiramente crítico”, afirma Tiago Sousa, manager na Hays Portugal.
O relatório da Hays destaca que a Indústria 4.0 e a digitalização, apoiadas por IoT e automação, tornam a experiência internacional e as competências digitais decisivas. A reorganização das cadeias de fornecimento reforça a necessidade de profissionais capazes de integrar tecnologia e visão estratégica.
Na Logística, a escassez de talento já não é apenas um constrangimento operativo. “É um fator de risco para a continuidade e competitividade das operações”, sublinha Iolanda Gavaia, senior consultant na Hays. As empresas terão de investir em requalificação, atração de talento internacional e propostas de valor mais competitivas, face à complexidade crescente das cadeias de abastecimento.
1. Automação, IA e IoT – A procura por engenheiros de automação, engenheiros de processos e analistas de dados mantém-se elevada, impulsionada pela integração de tecnologias inteligentes.
2. Sustentabilidade como norma – A experiência prática e certificações em eficiência energética tornar-se-ão obrigatórias.
3. Nearshoring – A relocalização de cadeias de fornecimento aumenta a necessidade de gestores de supply chain com fluência em Inglês e Francês e experiência internacional.
4. Escassez crítica de talento – A falta de profissionais qualificados obriga a requalificação interna, recrutamento internacional e reforço de pacotes salariais e benefícios.
As funções mais procuradas refletem a necessidade de otimizar operações e cadeias de abastecimento: responsável de supply chain, engenheiro de automação e processos e técnico de manutenção industrial.
As competências valorizadas incluem:
• Hard skills: gestão de projetos, automação/programação industrial e análise de dados/ERP.
• Soft skills: liderança, comunicação e adaptabilidade.
• Idiomas: inglês, espanhol e francês, essenciais para funções com exposição internacional.
Contrariando previsões, a automação não reduziu a necessidade de gestão intermédia; a complexidade operacional mantém estas funções essenciais.
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