A Universidade Nova de Lisboa e a Sociedade Ponto Verde (SPV) anunciaram o lançamento da segunda edição do Circular inNova(tion) 2.0, um programa de inovação que desafia a comunidade académica a desenvolver soluções concretas para problemas atuais na gestão de embalagens e resíduos. A iniciativa centra-se, este ano, na recolha e reciclagem de cápsulas de café e na implementação do modelo 'Pay-As-You-Throw' no canal Horeca, com o objetivo de transformar ideias em projetos-piloto com potencial de aplicação real.
A Universidade Nova de Lisboa e a Sociedade Ponto Verde lançaram a segunda edição do Circular inNova(tion) 2.0, um programa que coloca a inovação ao serviço de desafios ambientais concretos e da transformação do setor da gestão de embalagens e resíduos de embalagens.
Nesta nova edição, as duas entidades convidam estudantes, antigos alunos, investigadores e docentes a responder a dois desafios prioritários na área da gestão de resíduos.
Um dos focos é a recolha de cápsulas de café. O consumo deste produto tem registado um crescimento exponencial nos últimos anos, tornando as cápsulas usadas uma tipologia de resíduo com elevado potencial de valorização, mas também um desafio significativo no que diz respeito à recolha seletiva e ao correto encaminhamento para reciclagem. O objetivo passa por conceber um sistema eficiente, acessível e escalável que permita aumentar de forma expressiva a recolha e a reciclagem destas cápsulas.
O segundo desafio incide sobre a implementação do modelo 'Pay-As-You-Throw' (PAYT) no canal Horeca – Hotelaria, Restauração e Cafés –, que assume um papel determinante na produção de resíduos de embalagens. A proposta consiste em desenvolver um modelo que incentive este setor a separar mais e melhor os resíduos, promovendo comportamentos responsáveis e alinhados com as metas ambientais nacionais.
O programa está estruturado em quatro fases, acompanhando as equipas desde a candidatura até à eventual implementação piloto das soluções. A primeira etapa corresponde à Open Call, com submissão de candidaturas e seleção das equipas. Segue-se um momento intensivo de Hackathon e ideação, que inclui apresentação dos desafios, bootcamp de design thinking e formação em pitching. As equipas finalistas recebem um apoio financeiro de mil euros.
Na terceira fase, dedicada ao desenvolvimento do Produto Mínimo Viável, as soluções evoluem com mentoria especializada e workshops técnicos. O percurso culmina num Demo Day, no qual a equipa vencedora recebe um prémio de cinco mil euros. A última etapa corresponde à fase piloto, durante a qual o projeto vencedor continua a ser desenvolvido com acompanhamento da Sociedade Ponto Verde, incluindo a possibilidade de implementação do piloto e apresentação final de resultados.
Segundo Isabel Rocha, vice-reitora para a inovação, criação de valor e assuntos globais da Universidade Nova de Lisboa, “a Nova tem a responsabilidade de colocar o seu conhecimento, talento e capacidade de inovação ao serviço dos grandes desafios da sociedade”, sublinhando que o programa cria “condições concretas para transformar ideias em soluções com potencial de implementação real na área da economia circular”.
Já Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde, destaca que “a colaboração é fundamental para encontrarmos ideias inovadoras que ajudem a transformar o setor dos resíduos em Portugal”, manifestando expectativa na identificação de soluções viáveis com impacto positivo e mensurável.
O Circular inNova(tion) 2.0 destina-se a equipas que integrem pelo menos um elemento ligado ao ecossistema da Nova. As candidaturas decorrem até 26 de março e podem ser feitas AQUI.
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