A Gaia BioMaterials recebeu a confirmação definitiva da patente europeia para uma nova gama de materiais biodegradáveis e compostáveis destinados à extrusão de filme, desenvolvidos sem recurso a ácido polilático (PLA). A tecnologia já está a ser utilizada em aplicações como sacos de compras, embalagens para fruta e legumes, sacos para resíduos e aventais médicos, reforçando a estratégia de inovação da empresa no setor dos bioplásticos.
A patente, submetida inicialmente em 2020, abrange uma nova linha de compostos que elimina a necessidade de PLA, um dos materiais mais utilizados na produção de bioplásticos. Em alternativa, a empresa desenvolveu uma formulação própria que combina polímeros biodegradáveis e compostáveis com minerais, dando origem a materiais destinados a aplicações flexíveis.
Segundo a empresa, os compostos desenvolvidos ao abrigo desta patente já estão a ser utilizados em produtos como sacos de compras, sacos para fruta e legumes, sacos para resíduos e aventais médicos descartáveis.
A Gaia BioMaterials adianta ainda que existem outras aplicações em fase de desenvolvimento e avaliação.
“Estamos muito satisfeitos com a confirmação definitiva desta patente”, afirmou Peter Stenström, CEO da Gaia BioMaterials. “Conheço bem o esforço investido neste projeto, que reflete a competência e o trabalho desenvolvido pela nossa equipa de I&D.”
Também Niklas Rosenkvist, diretor comercial da empresa, destacou a receção positiva do mercado aos novos materiais. “Os nossos clientes reagiram de forma muito positiva aos materiais desenvolvidos ao abrigo desta patente. Isto demonstra que, enquanto organização, não só conseguimos identificar as necessidades do mercado, como também responder-lhes de forma eficaz”, sublinhou.
Para Konrad Rosén, diretor de Investigação e Desenvolvimento da empresa, a aprovação europeia valida igualmente a estratégia de inovação da Gaia. “Com a patente agora definitivamente confirmada na Europa, sabemos que a nossa nova plataforma de I&D e a estratégia de propriedade intelectual estão a funcionar. Podemos assim prosseguir os esforços de desenvolvimento da próxima geração de bioplásticos biodegradáveis e compostáveis”, concluiu.
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