De acordo com dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), a produção mundial de vinho atingiu, em 2024, cerca de 226 milhões de hectolitros, o equivalente a mais de 30 mil milhões de garrafas de 0,75 litros. Considerando um peso médio de 500 gramas por garrafa de vidro, esta produção representa cerca de 15 milhões de toneladas de vidro e o consumo aproximado de 11 milhões de toneladas de areia de quartzo, matéria-prima necessária para o seu fabrico a temperaturas próximas dos 1.500 °C.
Estes números ilustram o impacto material e energético associado ao vidro, um material historicamente ligado ao vinho, mas cuja produção e transporte implicam elevados custos energéticos e logísticos devido ao seu peso.
Castelo de areia hoje, garrafa de vinho amanhã: há mais areia numa garrafa de vidro do que se poderia imaginar. (Fonte: yes or no Media GmbH).
O PET apresenta uma abordagem distinta. Se a mesma quantidade de vinho fosse engarrafada neste material, o peso total das embalagens seria significativamente inferior, com implicações diretas na logística e na pegada de carbono.
Neste contexto, a Alpla destaca a sua garrafa de PET para vinho, inspirada no design da tradicional garrafa Bordeaux, com apenas 50 gramas de peso e fabricada com até 100% de material reciclado.
“Dependendo da quantidade de material reciclado utilizado, a redução das emissões de CO2 pode atingir 50%. Mesmo sem conteúdo reciclado, a garrafa de PET permite reduzir as emissões de CO2 em 38% face ao vidro”, explica Daniel Lehner, diretor global de vendas para o segmento de Alimentos e Bebidas da Alpla.
A redução de peso reflete-se igualmente no transporte e no consumo energético ao longo de toda a cadeia logística, contribuindo para soluções mais eficientes e com menor utilização de recursos.
O interesse por embalagens alternativas reflete também a evolução dos hábitos de consumo. O vinho é cada vez mais consumido em contextos informais e fora de casa, onde fatores como a mobilidade, a resistência e a conveniência assumem uma importância crescente.
As garrafas de PET são inquebráveis, arrefecem rapidamente e facilitam o consumo em atividades ao ar livre, viagens, embarcações, parques de campismo ou encontros informais, eliminando simultaneamente o risco de quebra.
Nesta perspetiva, a utilização do PET não deve ser encarada como uma substituição integral do vidro, mas sim como uma coexistência de formatos adaptados a diferentes ocasiões de consumo. Enquanto o vidro mantém a sua forte ligação a contextos mais tradicionais e formais, o PET afirma-se como uma solução leve, prática e funcional para situações em que a conveniência é um fator determinante.

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