A Repsol assinalou ontém, 2 de setembro, a entrega do Título Digital de Exploração das duas novas unidades industriais do Projeto Alba, no Complexo Industrial de Sines, numa cerimónia que contou com a presença do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida. A autorização representa um passo decisivo para a entrada em operação de um dos maiores investimentos industriais realizados em Portugal na última década.
A entrada em funcionamento destas unidades representa um aumento significativo da capacidade instalada da Repsol em Sines e reforça a integração do complexo na cadeia europeia de produção de polímeros. O projeto foi reconhecido como PIN (Potencial Interesse Nacional) e deverá criar cerca de 100 postos de trabalho diretos e 300 indiretos na fase de operação.
Entre os investimentos associados ao Projeto Alba destaca-se a construção de uma nova plataforma logística destinada à expedição dos produtos por via rodoviária e ferroviária. A infraestrutura acompanha o aumento da produção de PP e PEL e deverá assumir um papel relevante na movimentação dos novos volumes de polímeros produzidos em Sines, facilitando o abastecimento de clientes nacionais e internacionais.
O projeto inclui ainda novas infraestruturas de armazenagem e segurança industrial, bem como uma nova subestação elétrica de 150/30 kV, equipamentos e sistemas destinados a melhorar a eficiência energética do complexo.
Para Salvador Ruiz, diretor da Repsol Polímeros, a atribuição do Título de Exploração constitui um marco determinante para o projeto e para o futuro do complexo industrial. O responsável destaca o reforço da capacidade produtiva e a incorporação de tecnologias mais eficientes como fatores de competitividade para a indústria nacional.
A componente industrial do Alba é acompanhada por investimentos na redução da intensidade carbónica das operações. Entre estes encontra-se o projeto H2Alba, que contempla um eletrolisador de 4 MW para produção de hidrogénio renovável destinado ao autoconsumo no complexo de Sines. A instalação terá capacidade para produzir cerca de 600 toneladas de hidrogénio por ano e deverá permitir uma redução estimada de 6.000 toneladas de CO₂ anuais.
O complexo dispõe igualmente de capacidade fotovoltaica para autoconsumo, complementando outras medidas de eletrificação e modernização das infraestruturas energéticas.
Com a entrada em operação das novas unidades de PP e PEL, prevista para os próximos meses, Sines reforça o seu papel na produção europeia de polímeros e na ligação entre produção petroquímica, logística e mercados internacionais. Para a indústria portuguesa de transformação de plásticos, o aumento da disponibilidade de matéria-prima produzida em território nacional poderá também reforçar a relevância de Sines enquanto plataforma industrial e logística para o setor.

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