Terceiro economizador permite aumentar aproveitamento energético dos gases de exaustão da unidade de Estarreja
A Companhia Industrial de Resinas Sintéticas (CIRES), produtora de policloreto de vinilo (PVC) do Grupo Shin-Etsu, reforçou o desempenho energético da sua unidade industrial de Estarreja através da integração de um terceiro economizador na central de cogeração instalada na fábrica.
A intervenção foi realizada pela Energest – Engenharia e Sistemas de Energia, responsável pelo projeto e instalação da caldeira de recuperação e do Balance of Plant (BoP) da central.
Em funcionamento desde março de 2018, a central de cogeração utiliza uma turbina a gás natural para produzir energia elétrica e térmica, sendo o aproveitamento dos gases de escape um dos elementos centrais do sistema.
No projeto original, a Energest concebeu uma caldeira de recuperação do modelo HDM-FC, do tipo aquotubular e de circulação mista, equipada com uma fornalha integralmente refrigerada. Em modo de pós-combustão, a instalação tem capacidade para produzir 35 toneladas por hora de vapor saturado a 10 barg, enquanto, em modo recuperativo (TEG), produz 14 toneladas por hora.
O sistema de combustão suplementar inclui um queimador em veia-de-ar com uma potência de 15 MWt. A caldeira dispõe ainda de um economizador e de um recuperador de calor final, que podem fornecer até cerca de 1 MWt ao desgasificador térmico, dependendo do modo de funcionamento e da carga.
A instalação inclui igualmente um desgasificador térmico com capacidade de 20 t/h e um tanque de água desgaseificada com 20 m³ de capacidade. O sistema de exaustão dos gases termina numa chaminé autoestável em aço carbono S235JR, com 27 metros de altura e 1900 mm de diâmetro.
A mais recente intervenção surge no âmbito da estratégia de melhoria contínua da eficiência energética da central. A integração de um terceiro economizador permite aumentar a capacidade de recuperação de calor dos gases de exaustão, reforçando o aproveitamento energético do sistema e contribuindo para melhorar o seu desempenho global.
A caldeira de recuperação foi também concebida para poder funcionar como uma caldeira convencional, mantendo uma capacidade de produção de 35 t/h de vapor saturado a 10 barg, mediante a adaptação do sistema de combustão a uma solução com potência e características adequadas.
O projeto da central teve início em 2012, tendo a construção e instalação das soluções sido desenvolvidas ao longo dos anos seguintes. A central entrou em funcionamento em 2018 e constitui uma das infraestruturas de suporte à produção industrial da CIRES em Estarreja.

interplast.pt
InterPLAST - Informação profissional para a indústria de plásticos portuguesa